sábado, 30 de setembro de 2023

Cartunista Caratinguense Edra é Premiado no 3º Salão Nacional de Humor Sobre Doação de Órgãos


     Charge Menção Honrosa

O cartunista Edra teve dois trabalhos selecionados no 3º Salão Nacional de Humor sobre Doações de Órgãos, um em cada das categorias cartum e charge. Na categoria charge o caratinguense conquistou Menção Honrosa, entre as 200 obras enviadas por 129 artistas de 20 estados e que teve os cartunistas Adnael (AL), e Brum (RN), como os vencedores da categoria conquistando o primeiro e o segundo lugares, respectivamente. 
     “Conquistar este prêmio foi uma emoção diferenciada. Seja pela importância do tema abordado e propósito dos organizadores, como também pelo desafio de fazer um desenho de humor que leve conscientização à população”, declarou Edra. Foi a segunda premiação que o artista conquistou este ano aumentando em seu currículo para 28 vitórias em salões de humor no Brasil e exterior. 
     Organizado pelo cartunista Mário Mastrotti, o 3° Salão Nacional de Humor sobre doação de órgãos do Instituto GABRIEL, tem como objetivo transmitir, por meio do humor, mensagens positivas sobre a importância da doação de órgãos e tecidos! “É com grande satisfação que compartilhamos os talentos que brilharam neste evento incrível, celebrando o poder do riso em prol de uma causa tão importante. Parabéns a todos os participantes por suas contribuições incríveis e a todos os premiados por suas conquistas merecidas! Nosso objetivo é que a conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos atinja o máximo de pessoas possível, e o humor gráfico é uma forma lúdica, didática e leve de informar e sensibilizar pessoas”, disse Beatriz, coordenadora do Instituto Gabriel. 
     O Instituto GABRIEL iniciou, então, o seu trabalho para que a normatização dessas doações acontecesse. O que só se concretizou parcialmente, uma vez que ainda não atende por completo às necessidades, em 02 de março de 2007, com uma portaria do Ministério da Saúde. No decorrer dos anos, o Instituto GABRIEL se especializou em desenvolver projetos para o incentivo à doação de órgãos e tecidos, como também, de prevenção das malformações congênitas e das principais causas de doenças que levam ao transplante.

Fonte: Diário de Caratinga - 30/09/2023




Cartum selecionado




Diário de Caratinga - 30/09/2023

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Enrevista Concedida Para o Blog do Brito


Caricatura do cartunista Edra, 
de autoria de Brito - Angicos (RN) 

Nascido Élcio Danilo Russo Amorim na bela cidade mineira de Caratinga, aos 21 dias de janeiro de 1960, renascido, conhecido e reconhecido como Edra para o cartum brasileiro. Nos anos 80 iniciou sua bem-sucedida carreira no Correio Braziliense em 1980, trabalhando também no Jornal de Brasília e Correio do Brasil, no qual foi o responsável pelo Suplemento Infantil Clubinho. Edra coleciona vitórias em diversos salões de humor, dentre eles o Salão Internacional de Humor do Piauí e o Concurso Por Su Salud, No Fume!, de Buenos Aires. Além do Diário de Caratinga no qual veiculou suas charges por 13 anos, também publicou 27 livros: Chulé (1993, com tirinhas), Bagunçaram o meu coreto (1997, de charges), Se rir eu choro… (1998, cartuns), O que vier eu traço (2003, cartuns, charges e caricatura), E foi assim… (2005, sobre a história do Carnaval caratinguense), entre outros. É também idealizador e realizador do Salão Internacional de Humor de Caratinga, desde 1998, e idealizador da Casa Ziraldo de Cultura, fundador da Gibiteca Turma do Pererê, presidente da Associação Estação Cultural de Caratinga e parte do Conselho Diretor do Movimento Amigos de Caratinga. 

Sabemos que é na infância onde tomamos os primeiros contatos com pincéis, tintas, lápis e papel, com você assim? 
- Sim. Meu pai tinha um restaurante e eu ficava pegando naquelas antigas bobinas de papel para embrulhar pão, pedaços e mais pedaços para fazer os meus primeiros rabiscos, que no passar do tempo foram tomando formas. Primeiro foram cenas de faroeste com direito a muitos cavalos, cowboys e índios. Depois paisagens, animais e pessoas. Tive uma boa fase desenhando cenas de futebol, criava histórias com jogos e quando nosso time da rua disputava uma pelada com o time da outra rua, ao voltar pra casa eu desenhava os gols do nosso time e fazia tipo um jornalzinho, com manchetes, entrevistas e tudo mais… kkkk. 

Desenhar teve alguma influência ou você é a “ovelha negra” da família? 
- De uma certa forma tive influência da minha mãe, embora ela nunca tenha sido uma artista, na essência da palavra. Ela era Professora do primário e eu ficava encantado com os desenhos que ela fazia em folhas grandes de cartolina no seu preparo de plano de aulas, o que me despertou a começar a fazer os meus. Para aproveitar o gancho da pergunta vou complementar minha resposta com uma revelação que pode surpreender a muitos. Pode parecer estranho, mas a atividade que menos exerci ao longo desta minha trajetória foi a de desenhar. Deus me deu o dom, tenho a mão boa, mas acho que poderia desenvolver mais o talento e obter mais sucesso como cartunista se dedicasse mais a arte de desenhar. Ao contrário dos artistas que vivem exclusivamente de seus traços e que entram numa redação, agência ou em seu próprio estúdio e passam ali oito horas ou mais horas diárias criando, desenhando e pintando, eu segmentei minha profissão diagramando, editando, criando logomarcas, sendo dono de loja de roupas infantil, de gráfica, produzindo catálogo telefônico, vendendo brindes, fazendo propaganda e, na minha agitação cultural, fundei blocos de carnaval, clube de carros antigos, promovi mais uma tanto de eventos, e foram muitos anos de luta e horas de sono perdidos para realizar, até aqui, dezessete salões de humor e criar a Casa Ziraldo de Cultura. E nesta correria, para poder conjuminar uma atividade às outras, não me sobrava muito tempo para me dedicar à prancheta e sempre fiz as charges a toque de caixa, sem muitas elucubrações, com desenhos toscos e sem burilar as ideias. 

Quando tomou consciência que o desenho, mas especificamente, o cartum seria sua profissão?
-Desde criança eu gostava muito de ler. Adorava a Revista Recreio que trazia atividades que aguçavam a minha imaginação e me colocou diante de textos de grandes escritores. Ainda muito garoto, criei o hábito ler muito jornais e revistas. Quando eu deparei com as charges e ilustrações – para quem já tinha um dom do desenho – naturalmente despertaram em mim uma atração especial e comecei a fazer os meus quadrinhos e cartuns. Não demorou muito para que eu alimentasse o sonho em me tornar um cartunista. A família apoiou? Meus pais sabiam que eu gostava de desenhar. Por ser muito tímido a minha mãe conseguiu para mim o meu primeiro emprego como desenhista arquitetônico, aos 15 anos. Uma profissão de acordo com as minhas habilidades manuais e uma atividade sem maiores contatos com outras pessoas. Mais quando eu disse que queria sair de Caratinga para tentar ser cartunista eles não tinham a menor ideia do que se tratava, mas sempre me deram apoio e buscavam até entender um pouco do que eu fazia. Atualmente a minha mãe, 93, costuma dar os seus pitacos no meu trabalho e eu geralmente troco opiniões com ela e acabo acatando algumas… rssss. 

Quantos anos de estrada, amassando e rabiscando papeis em busca suplantar o desafio do papel em branco? 
- Comecei a minha profissão de cartunista em Brasília fazendo charges, caricaturas e ilustrações para o caderno de Esportes no Correio Brazilense (1980). Minha estreia de charge editorial foi no ano seguinte na Folha de Brasília. Durante cinco anos fui Diretor de Arte e Programador Visual de uma revista esportiva, publiquei tirinhas no Jornal de Brasília, ilustrador do Caderno de Cultura do Correio do Brasil, onde eu também editei por oito anos um suplemento infantil e, alternadamente, muito trabalhos de desenhos e diagramação como freelance na imprensa alternativa. 

Como avalia a qualidade do cartum brasileiro? 
- Fabulosa! 

Você acredita que o cartunista brasileiro é bem remunerado? 
- Pouquíssimos conseguiram. 

No mundo dos traços quais foram suas influências e seu ídolo? – sem é que tem um. 
- No início eu queria criar personagens e fazer quadrinhos bem no estilo do Maurício de Souza até enveredar nas charges e cartuns quando passei a conhecer e curtir muito os trabalhos do Quino, Laerte e Ziraldo. 

Como é realizar um salão de Humor? 
- Cara, eu fico embasbacado quando visito outros salões e me deparo com o trabalho de produção executados por equipes segmentadas, totalizando um grupo bom de pessoas. Estrutura de todas as ordens, envolvimento de entidades no processo geral e daí eu analiso como eu consigo fazer um salão sem a mínima comparação da mesma ordem, e ainda por cima numa cidade do interior. Aqui eu assobio e chupo cana. Do parafuso de uma tenda a passagens de avião que vai trazer os artistas convidados, tudo passa por mim, algumas vezes apoiado por um ou dois abnegados amigos, voluntariamente. Mas nada interfere no resultado final da formatação do salão, na qualidade e proposta do mesmo. Não fica devendo em nada, neste ponto de vista, aos grandes salões do nosso país, e te digo mais, até as falhas são similares (risos). 
Apesar das grandes dificuldades enfrentadas ao longo destes anos, o nosso salão entra para sua décima oitava edição neste ano, desfrutando de grande prestígio no país e no exterior; de credibilidade entre os artistas pela sua organização. Estamos entre os quatro melhores salões do Brasil e também entre os de maior longevidade. Isto não é pouca coisa! E para chegar até aqui enfrentei problemas de todas as ordens. Foi preciso eu ser muito abnegado, de manter firme o foco e a determinação. Para manter a viva proposta do projeto, venho realizando as últimas edições sem nenhum suporte financeiro, procurando com isso usar o recurso da originalidade e inovações para mantê-lo atrativo. Em 2021 criei o Festival Jal&Gual numa iniciativa sem precedentes no cenário mundial onde os cartunistas são homenageados por cartunistas. Para este ano quero lançar o 1º Salão Mirim de Humor de Caratinga pois considero esta seção que existem em alguns outros salões, de muita importância. 
Então para finalmente responder a sua pergunta: SIM. É muito difícil e realmente dá muito trabalho e, mesmo sem nenhum retorno, você tem que abdicar de alguns compromissos profissionais e isso se torna a situação ainda mais delicada, mas venho buscando forças para manter o ideal. E para confirmar o que eu digo confira um trecho do depoimento do Zélio (considerado o papa dos salões de humor do Brasil) que ele prestou quando na inauguração da Casa Ziraldo de Cultura em 2009: “Não é fácil fazer um salão de humor. Isto é seríssimo! E repetir por dez anos é de um heroísmo que poucos no Brasil conseguiram. Aliás poucos no mundo. Poucos são os salões que conseguem sobreviver por tanto tempo. Aqui no Brasil tem uns quatro ou cinco, no máximo. Daqui a pouco o de Caratinga vai entrar no hall daqueles miraculosos que vier depois de que tentar fazer melhor do que o Edra, vai ser difícil fazer, mas tenta!” 
Fonte: http://casaziraldodecultura.blogspot.com/2011/08/zelio-10-salao-de-humor.html 
E para ampliar as informações acerca deste gênero de atividade, o Salão de Humor, ao expor os trabalhos originais destes artistas, além de aproximar vários de seus autores entre si e ao grande público, abre um importante canal de informação especialmente aos que não tem acesso aos grandes jornais, revistas e livros ou até mesmo aos que não tem o hábito da leitura e proporciona aos visitantes ligados a arte o contato com as mais variadas técnicas e estilos. Com os espaços na mídia reduzidos, cada vez mais e de forma acentuada, as promoções de salões de humor mantém um significativo suporte para servir de estímulo, vitrine, e envolvimento da classe em torno da paixão que os unem e ou para que continue sendo um canal importante de expressão e manifestações política e social. A resposta do público é enorme, pelo fato do humor ter uma linguagem universal e pelo grande fascínio que a beleza plástica do desenho exerce nas pessoas, criando um apelo a mensagem que cada artista procura passar. Durante a realização do evento, a cidade e região se mobilizam para visitar, discutir e refletir sobre os mais variados temas apresentados nos trabalhos expostos como o meio ambiente, a fome, a desigualdade social, violência, política, guerra, racismo, o menor abandonado entre outros, na visão de artistas de várias partes do mundo. Todas as pessoas que visitam o salão saem de lá tocadas, não ficando ninguém indiferente, o que torna ainda mais gratificante a realização de um evento desta natureza. Uma forma de fomentar a cultura, levando às pessoas informação, conscientização e divertimento através do entretenimento, estimulando também o contato entre autores, público e afins. 

Qual a charge, cartum ou caricatura que gostaria de ter desenhando? 
- Todas as charges do Angeli, todos os cartuns do Quino, todas as tirinhas da Laerte, todas as caricaturas do Ulisses e todos os desenhos do Ziraldo. 

A internet restringiu muito, quer dizer, praticamente acabou com os jornais e revistas impressos e consequentemente com os espaços para os profissionais do cartum, você acredita que também abriu outras oportunidades e novos mercados? 
- A internet revolucionou toda a mídia, cada profissão foi condicionada a tomar novos rumos e para a maioria foi totalmente favorável. No nosso caso, se por um lado deu maior visibilidade, por outro tirou todo o nosso controle de uso da imagem e consequentemente a sua renumeração. 

O que é ser um cartunista? 
- É padecer no jornalismo 

Quem é Edra? 
- Elcio Danilo Russo Amorim kkkkkkk. Mas para me traduzir, o que eu sou mesmo é um batalhador.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Edra é Convidado a ser Diretor Executivo de Festival de Humor entre Brasil e Irã. Tema: Racismo / 2023


 Edra - Diretor Executivo do Festival (Brasil)

O cartunista caratinguense esteve durante uma semana nas cidades de Teerã, Qom e Kashan para o lançamento oficial e definição dos últimos detalhes do evento, além de conhecer melhor a cultura local. 

    A coletiva do lançamento oficial do Festival de Cartuns, Caricaturas e Cartazes – Amizade Irã e Brasil, contou com a presença dos Diretores Executivos do Festival Masoud Shojai Tabatabai (IRÃ) e EDRA - Elcio Danilo Russo Amorim (BRASIL); Mohammad Javad Atai (representante do Centro de Criações Artísticas do Irã/Brasil) e o cartunista brasileiro Gilmar Machado Barbosa (um dos jurados do festival). 
     Massoud Shojai, que já esteve várias vezes no Brasil, ao apresentar os dois convidados brasileiros disse que esta realização cultural será fruto do esforço de artistas brasileiros e iranianos que discutem sobre o racismo a base de seus trabalhos. “Devo dizer que este é um evento internacional. As informações relevantes estão no site "IRANCARTOON" na seção dos concursos. O evento gira principalmente em torno do racismo e dos jogadores de futebol brasileiros Pelé e Vinicius Júnior”. E completou: “Espero que estes acontecimentos façam com que a distância entre os nossos corações seja menor do que a nossa distância geográfica.” 
     Elcio Danilo Russo Amorim (EDRA), diretor executivo deste evento cultural disse: “Estou muito feliz e honrado com este convite e da confiança em mim depositada. Estarei empenhado em realizar este festival da melhor maneira possível”. Também destacou que sua experiência na realização de dezoito edições do Salão Internacional de Humor de Caratinga, criação da Casa Ziraldo de Cultura e sua força de aglutinação diante dos cartunistas em geral, somados aos seus mais de 40 anos de atividade na área do humor gráfico, lhe dão credibilidade para a responsabilidade assumida. Manifestou também a sua satisfação com a cooperação no festival de amizade entre o Irã e Brasil e acrescentou: “É de particular importância que os artistas iranianos e brasileiros façam algo para unir as duas nações diante da gravidade do tema proposto pela direção do evento, e que a garantia do sucesso está na qualidade, talento e criatividade dos artistas dos dois países, que sempre brilham em todos os eventos e festivais mundiais.” 
     As exposições das obras selecionadas do festival terão suas cerimônias de encerramento realizadas em novembro em São Paulo (Brasil) e em janeiro de 2024 em Abadan(Irã). A escolha de Abadan, segundo Massoud Shojai, é que a cidade é conhecida como o Brasil do Irã, cuja população tem o mesmo sentimento de paixão pelo futebol e o crescimento do surgimento de caricaturistas na cidade, por outro lado, foram fatores determinantes para a escolha da cidade para sediar o evento em seu país. 
     O prazo para envio de obras para este festival é 7 de outubro e os prêmios serão concedidos nas três categorias de cartuns, caricaturas e cartazes no mesmo valor, sendo o primeiro colocado: um requintado tapete persa e placa; o segundo colocado: sete mil reais e placa; prêmio voto popular: requintado tapete persa e placa iraniana e prêmio especial: requintado artesanato e placa iraniana. Enfatizando que a resistência contra o racismo no futebol trará bons resultados no futuro, Edra declarou: “o racismo é inaceitável num nível mais amplo do futebol e devemos mostrar a nossa oposição e protestar contra ele com a cooperação dos artistas através da nossa arte”. 
     Edra acrescentou: “Pelé é uma celebridade global que tem muitos entusiastas e fãs no mundo e que, desta forma, se impôs e não sofreu ataques racistas ao longo de sua vida. Infelizmente, por outro lado, o jogador Vinicius Jr, que se destacou muito jovem ainda no Flamengo e vem sofrendo ataques racistas de maneira recorrente desde que foi contratado a disputar o campeonato espanhol pelo Real Madrid. Insultado covardemente como nunca havia ter visto antes ser vivenciado por alguma outra personalidade mundial, revelando o quanto existe racismo, principalmente no futebol. O motivo da escolha desses personagens foi para os artistas utilizem de seus talentos no combate ao racismo.” 
     Finalizando, Edra agradeceu Massoud Shojai pela confiança depositada em seu trabalho. “Estamos empenhados em estabelecer um bom relacionamento entre os povos do Irã e do Brasil. Durante a nossa visita ao Irã, nos foram criadas atividades e um bom ambiente para conversar com a linguagem da arte. Ao realizar este festival, transmitiremos a mensagem de amizade.”


Os Diretores Executivos do Festival, Massoud Shojai(IRÃ) e
EDRA - Elcio Danilo Russo Amorim (BRASIL)


Coletiva de imprensa


Realizada no último dia 28, na cidade de Qom


o iraniano Houssein e os brasileiros  Edra e Gilmar


Salão Memorial Yad Safarzadeh do Campo das Artes


Massoud Shojai - Diretor Executivo do Festival (IRÃ)


Artistas visitaram várias mesquitas


Edra aproveitou para conhecer a cultura iraniana


Visitou galerias e escolas de artes


Arte oficial do Festival de Humor

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Registro do Trabalho Selecionado no 50º Salão Internacional de Humor de Piracicaba / 2023




 Selecionado na categoria "Charge"
50º Salão Internacional de Humor de Piracicaba

Fatos e Fotos do Salão - Exposição Fotográfica dos 50 anos de Realização do Salão de Humor de Piracicaba




 Fazendo parte da fantástica história do Salão de humor de Piracicaba

Foto do Cartunista Edra na Mostra "Sob o Olhar de Orla" 50º Salão de Humor de Piracicaba / 2023












 Os cartunistas Orlando Pedroso e Edra
50º salão Internacional de humor de Piracicaba

Mostra Sob o Olhar de Orla - Exposição de fotos feitas pelo cartunista Orlando Pedroso para o seu antigo blo Monstros S/A. As fotor eram feitas em eventos relacionados ao humor na década de 2010, em eventos que reuniam cartunistas do Brasil e do mundo. Curadoria: Orlando Pedroso

sábado, 12 de agosto de 2023

Meu Neto João Gabriel é o Autor do Desenho do Cartaz do 1º Salão Maluquinhos de Humor / 2023


 João Gabriel e o desenho feito especialmente para o concurso infantil

De Avô Para Neto - Motivado por Edra, João Gabriel desenha 
cartaz do 1º Salão Maluquinhos de Humor de Caratinga 


     CARATINGA- Pela primeira vez, Caratinga vai ter um Salão de Humor voltado para o público infantil. O evento é uma oportunidade para a descoberta de novos talentos. Em especial, isso ocorreu com o próprio organizador, o cartunista e produtor cultural Edra, que viveu uma experiência especial com o neto João Gabriel Medina Costa Amorim, 10 anos de idade. 
     João Gabriel foi convidado pelo avô para passar um final de semana em sua casa. Em seguida, o questionamento para a tentativa de fazer um desenho, o que, despretensiosamente, o garoto aceitou. “Eu desenhava até, mas eram coisas que eu tinha aprendido na internet, fazer uma cabeça, um tracinho no olho, uma boca e um cabelinho. O corpo eu nem sabia fazer direito e nem mão. Meu avô me chamou para vir aqui, eu nem sabia o que eu estava fazendo aqui. Ele falou que estava fazendo um salão e o que eu achava de desenhar só pra ele ver como eu desenhava, passando primeiro por cima do desenho dele. Eu falei: “Eu acho que eu vou estragar esse desenho” (risos). Mas, eu fui”. 
    João Gabriel começou a fazer os traços, o desenho foi ganhando vida e ele também foi percebendo a aptidão para algo que nunca havia se interessado em fazer. “Meu avô falou pra eu ficar confiante, que às vezes as pessoas têm um potencial e nem sabem. Isso é verdade, eu tenho esse potencial e nem sabia que eu tinha, meu avô que descobriu. Fui passando a caneta por cima do desenho, errei um pouco, fui passando e teve uma hora que eu terminei. Aí meu avô pediu para olhar o desenho e fazer sozinho”. 
     Com a confiança que foi adquirindo, ele fez o desenho e quis até mesmo personalizar, deixando a sua identidade. A imagem virou cartaz do 1° Salão Maluquinhos de Humor, que será direcionado a estudantes da rede pública e privada com idade entre 9 e 12 anos. “Perguntei se o bonezinho, que é uma panela, podia ser da Nike e fui fazendo. Quando terminei de fazer tudo até gritei de alegria. E meu avô falou que o desenho ia para o Salão, fiquei muito feliz. Ele ainda falou que vou ganhar medalha e eu nunca tinha ganhado medalha antes, de nada. Teve um intervalo, meu avô perguntou se eu gostei de desenho. Aí eu falei que sim, porque eu fiz algo que eu nem sabia fazer. Fui colorir o desenho e também assinei”.








Registros do momento em que João Gabriel fazia o seu desenho

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Caratinga Terá Primeiro Salão Infantil de Humor / 2023


 Cartaz do 1º Salão Maluquinhos de Humor de Caratinga.
Desenho de João Gabriel, neto do cartunista Edra.

CARATINGA- Para este ano o Salão de Humor de Caratinga anuncia uma grande novidade que é a realização o 1º Salão Maluquinhos de Humor, direcionado a estudantes da rede pública e privada com idade entre 9 a 12 anos. 
    Conforme o organizador Edra, o objetivo é incentivar as crianças à prática artística e contribuir para o seu desenvolvimento cultural e crítico através da linguagem do humor gráfico. “Justamente agora que o Salão atingiu a maioridade é com muita felicidade, alegria e empolgação que estamos lançando esse salão dirigido especificamente para crianças. A sua estrutura vai ser um pouco diferenciada dos outros salões que acontecem no Brasil afora, na verdade, é uma ideia que eu venho alimentando há muitos anos, mas, mais uma coisa que eu teria que administrar, então, achei por bem agora um momento oportuno e a fórmula que consegui colocar em prática, sendo crianças da rede pública e particular. É um trabalho em parceria com a Secretaria de Educação, de modo que cada escola vai selecionar entre seus alunos os 10 melhores desenhos feitos em sala de aula”. 
    Cada escola vai designar uma equipe de professores para acompanhar o desenvolvimento do concurso em salas de aulas, e que será encarregada pela seleção dos 10 melhores desenhos da sua escola. “Teremos uma Comissão Julgadora que selecionará os três melhores desenhos de cada escola, que vão fazer parte de uma exposição regional na Casa Ziraldo de Cultura. Vamos escolher os três primeiros lugares e duas menções honrosas e esses cinco finalistas vão fazer parte da exposição oficial do 18° Salão Internacional de Humor de Caratinga”. 
    O tema do Salão será a escritora Marilene Godinho, como explica Edra. “O tema que vai ser abordado é uma homenagem que penso em fazer há muito tempo, das mais justas e merecidas, que é para nossa querida escritora Marilene Godinho. As crianças vão fazer caricaturas da Marilene Godinho”. 
    Um detalhe especial do projeto, com o destaca Edra, é a participação do seu neto, João Gabriel Medina Costa Amorim. “A princípio eu já havia até criado um cartaz para esse evento, mas, depois me veio a ideia de convidar o meu neto a fazer esse desenho. Dentro do meu relacionamento com ele nunca tinha visto um interesse e muito menos aptidão para o desenho. Era uma coisa que eu tinha que verificar, conversar com ele se toparia fazer. Pra minha surpresa, chamei meu neto para passar um final de semana e tive uma conversa com ele, vários assuntos até o ponto que perguntei a ele se tinha aula de desenho na sua escola, alguma coisa artística e se ele gostava de desenho. Veio um sonoro “não”. Continuei conversando com ele, perguntei se eu chamasse para fazer um desenho comigo ele ia. E ele topou de prontidão”. 
    Foi um dia dedicado à nova prática para o pequeno João Gabriel de 10 anos de idade. Aos poucos, o avô foi percebendo que o neto tinha talento para o desenho. “Pedi que copiasse o desenho original que eu havia feito para o salão, na minha mesa de luz no meu estúdio. Ele foi copiando para o papel e da forma que ele pegou na caneta e a sua mão firme ao desenhar sobre meu desenho original já me deixou impressionado. Já pensei, isso vai dar samba. Senti que ele foi se empolgando com o resultado e fiz a proposta dele pegar o desenho original, olhar e fazer o dele. Ele fez a lápis, outra surpresa super agradável e fiquei impressionado, a proporção que ele foi fazendo o desenho direto. Com o resultado final coloquei um papel sobre esse desenho que ele fez a lápis e ele copiou com a caneta. Coloriu e foi sentindo que ele tem o potencial, o dom para o desenho e não sabe. Expliquei para ele que às vezes temos um potencial e não conhecemos”. 
    Edra confeccionou camisas para ele e para o neto com o cartaz, que também conta com a assinatura de João Gabriel. Ele comemora o resultado. “Durante esse intervalo que estive com ele fazendo esse desenho, falei com ele, e agora, se alguém perguntar o que você gosta de desenho o que você vai responder? E ele disse: Eu gosto. Pra mim foi um dia gratificante, muito feliz, agradecido a Deus de viver esse momento, com essa novidade, com muito orgulho meu próprio neto de 10 anos fazer o cartaz”. A inscrições estarão abertas em breve. A abertura da Mostra está prevista para o mês de outubro


Fonte: Diário de Caratinga - 11/08/2023



Rosa Irene (Apoio Pedagógico), Edra (Organizador), 
Marilene Godinho (Homenageada), Elaine Alves (Secretária de Educação)





Edição de hoje do Diário de Caratinga

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

18º Salão Internacional de Humor de Caratinga Divulga Temas: ‘Orgulho’, ‘Inveja’ e ‘Ingratidão’


 Cartunista e Produtor Cultural, Edra. Idealizador e realizador do 
Salão Internacional de Humor de Caratinga

    Caratinga sediará, pela décima oitava vez, o Salão Internacional de Humor, que acontecerá no período de 20 a 30 de novembro 2023, apresentando Charges, Cartuns, Caricaturas e Quadrinhos abordando o tema: “Orgulho, Inveja e Ingratidão”, enviados por artistas do Brasil e do exterior, que terão os seus trabalhos expostos na Casa Ziraldo de Cultura. 
     Idealizado e realizado pelo cartunista e produtor cultural Elcio Danilo Russo Amorim, o Edra, o evento tem parceria com a Estação Cultural de Caratinga e apoio da Prefeitura de Caratinga, através da Secretaria de Educação Esporte e Cultura. “É um tema bem pertinente em relação não apenas aos dias atuais, porque são três sentimentos que considero inferiores e que tira toda uma base de qualquer qualidade que um ser humano possa ter, ou que possa tentar conseguir. É um “câncer” da humanidade, e que por mais que a gente tenha esse cuidado, esse zelo, de não cometer esses erros, são traiçoeiros e estão sempre circundando a nossa vida, nossos relacionamentos”, destaca Edra. 
     Conforme o cartunista, esta é uma forma de conscientizar “para não deixar que esses sentimentos cresçam e tomem corpo de forma que tire toda a possibilidade da sua essência, e principalmente o convívio entre as pessoas. Esses sentimentos não levam nada a lugar algum, e só traz mal a todos”. 
     O Salão de Humor de Caratinga começou quando Edra morava ainda em Brasília/DF, sonhando um dia voltar para Caratinga e fazer o evento na sua cidade. E assim foi feito em 1998, justamente quando Caratinga fez 150 anos. “Durante esse tempo houve algum momento que não pôde ser realizado porque é uma luta e uma conquista diária que a gente tem para realizar a cada ano. Houve contratempos como duas enchentes em Caratinga, troca de governo. É muito complicado manter o evento, mas, mesmo assim atingimos essa marca de 18 edições”. 
    Edra frisa que se trata de um evento internacional e que se mantém forte ao longo dos anos. “Um dos poucos da nossa região, se não for o único, um dos três melhores salões do país, então estamos chegando à maioridade com muita reponsabilidade, mas com uma bagagem muito boa e com a satisfação de que valeu a pena chegar até aqui, e nessa maioridade, a nossa força e disposição renovadas para poder dar sequência a esse trabalho”. 

3º Festival Jal&Gual 
    
     Inserida na programação, acontecerá também o 3º Festival Jal&Gual, que tem como objetivo homenagear os próprios cartunistas do Brasil, fato inédito no mundo. Fernando Coelho dos Santos será tema caricatura, em reconhecimento a sua importante participação na realização do 1º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos (1974), o primeiro realizado no Brasil e na implantação do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que neste ano completa 50 anos de atividades. “Ambos influenciaram centenas de eventos que até hoje seguem seus conceitos iniciais, tanto na organização e regulamento, salões estes que são, no decorrer deste tempo, responsáveis por nossas destacadas gerações de humoristas gráficos”, afirma Edra. 
     Na série de homenagens que o evento vem prestando aos ilustres caratinguenses, já figuraram Ziraldo, Agnaldo Timóteo, Míriam Leitão, Ruy Castro e Zélio. Nessa edição a homenageada é a escritora caratinguense Marilene Godinho, que será tema de caricatura. 
     O Salão de Humor de Caratinga, já apresentou em suas edições realizadas até aqui, trabalhos de artistas de todas as federações do Brasil e de mais 75 países. É o mais tradicional e importante de Minas Gerais, está entre os maiores e longevos do país. O evento, que é aberto ao público com entrada franca, é uma atração artística que fomenta a cultura, estimula o turismo, servindo de importante opção de entretenimento que agrada a todas as faixas etárias.