quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Edra tem dois trabalhos indicados ao Troféu HQMIX / 2020


 Edra na exposição realizada na Casa Melhoramentos, 
na sede da Editora Melhoramentos em São Paulo

O artista caratinguense, que foi premiado o ano passado com o seu livro “Ziraldo – ao mestre com carinho” (Melhoramentos 2018), teve um livro e uma exposição na lista de indicações dos melhores de 2019 para receber 32º Troféu HQMIX.



    O livro - “Salão Internacional de Humor de Caratinga – 15 anos”, traz todos os trabalhos premiados e o registro histórico de cada edição do salão durante esse período. Não foi possível fazer o lançamento do livro em Caratinga, como estava programado, por causa da pandemia. Mas teve distribuição para os artistas premiados de quase todo território nacional e para os países: Austrália, Argentina, Bélgica, China, Cuba, Eslováquia, Estados Unidos, Espanha, Índia, Indonésia, Iugoslávia, Ilha de Chipre, Irã, México, Peru, Portugal, Polônia, Romênia, Rússia, Síria, Turquia e Ucrânia. Mais de 200 exemplares também já foram vendidos antecipadamente.



    A exposição - “Ziraldo – ao mestre com carinho” organizada pelo Edra traz caricaturas do Ziraldo feitas por 85 cartunistas de expressão no cenário do cartum brasileiro. Foi atração nas Bienais do Livro de Ubá, Sete Lagoas; nos Salões de Humor de Caratinga, de Piracicaba(SP) e culminou com uma exposição na Casa Melhoramentos, na sede da Editora Melhoramentos, em São Paulo.


    O evento - Apesar da inusitada pandemia que adiou diversos eventos culturais e outros tantos, o Troféu HQMIX, tradicional evento de valorização da produção de histórias em quadrinhos no Brasil, será realizado dia 12 de dezembro, em formato on-line, nas redes sociais do SESC, que apoia a realização há vários anos. Foram 1.162 itens inscritos, em 32 categorias, para disputarem o troféu mais desejado dos quadrinhos. Jurados especialistas na área trabalharam durante quatro meses para analisar todos esses trabalhos e escolherem uma média de 10 indicados em cada um dos itens. Os vencedores sairão da votação nacional pelos profissionais dos quadrinhos entre editores e autores.


"Radical Chic" de Miguel Paiva é o troféu da 32ª edição do evento

Troféu HQMIX - Considerado o “Oscar” das Histórias em Quadrinhos no Brasil, o Troféu HQMIX foi criado em 1988, pela dupla JAL e Gualberto Costa, no programa TV MIX, da TV Gazeta. O prêmio logo foi apadrinhado pelo então apresentador do programa, Serginho Groisman. A votação nacional é feita pela categoria dos desenhistas de HQs e Humor Gráfico, por meio da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil (IMAG).

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Exposição "Ziraldo, ao Mestre Com Carinho" é Indicada ao Troféu HQMIX / 2020


                       Exposição itinerante, foi atração em Bienais e Salões de Humor

    A exposição “Ziraldo – ao mestre com carinho” sob a minha curadoria, traz caricaturas do Ziraldo feitas por 85 cartunistas de expressão no cenário do cartum brasileiro. Foi atração nas Bienais do Livro de Ubá, Sete Lagoas; nos Salões de Humor de Caratinga, de Piracicaba(SP) e culminou com uma exposição na Casa Melhoramentos, na sede da Editora Melhoramentos, em São Paulo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Morre Cartunista Lan, aos 95 Anos / 2020


 Cartunista Lan autografando um desenho que me deu de presente.

    Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortelline Rossé, o Lan, chargista de O Globo e antecessor de Ziraldo na página de opinião do lendário Jornal do Brasil.
    Nasceu em Arezzo, na região da Toscana, na Itália, e veio para o Brasil aos quatro anos de idade. Mas, após sua chegada, a família se mudou para o Uruguai, Argentina e ele só foi permanecer em terra brasileira em 1952, quando foi convidado para trabalhar no jornal Última Hora. 
    Suas charges eram famosas por retratar mulheres em traços sinuosos. Lan, inclusive, chegou a ganhar uma homenagem em 2019, com a inauguração de um painel com 13 caricaturas assinadas por ele. 
    Apaixonado pelo samba e pela capital carioca, Lan se casou com Olívia Marinho, ex-passista da Portela, em 1960.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Finalista do 12º Salão de Humor Medeplan - Teresina (PI) / 2020

Finalista do 12º Salão de Humor Medeplan / Teresina (PI), 
2.740 inscritos, com a participação de artistas de mais de 60 países
Cartum tema “Liberdade” e caricatura do Morais Moreira

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Cartunista Edra e Seus Rabiscos Confinados / 2020


 Edra viveu uma experiência nova em sua carreira artística 
e produziu mais de 350 desenhos nos mais variados estilos

Atividade Artística Durante Isolamento Social 
Vai Se tranformar em Exposição e Uma Série de 4 Livros 


    Logo no início do isolamento social imposto pela pandemia, o cartunista Edra também recorreu aos livros, músicas e filmes como algumas das atividades para preencher o tempo ocioso. Porém foi na própria habilidade de desenhar que ele encontrou a melhor fórmula para enfrentar os obstáculos e todo transtorno emocional da inatividade que se estendeu por um longo período de angústia, temor e incertezas. 
    Certa noite na sala de sua casa, Edra pegou uma caneta esferográfica e começou, do nada, a rabiscar nos papéis que estavam ao seu alcance, sem a menor ideia do que ia ser produzido. Foram mais de 350 desenhos que na medida que iam surgindo, ele postava nas redes sociais. De uma forma totalmente diferente do universo dos cartuns, charges, caricaturas e quadrinhos, exercida por nos seus 40 anos de profissão completados em janeiro deste ano. 
   Surpreendido com o resultado inusitado, Edra resolveu publicar um livro e, pela importância do registro do momento, o artista resolveu convidar amigos dos mais variados segmentos profissionais para compor o livro com seus textos e serem protagonistas deste momento marcante em que vive a humanidade, com os seus depoimentos e revelações de que maneira enfrentaram e ou reagiram diante da adversidade e o impacto causados pelo Covid-19. 
    Denominada “Rabiscos Confinados”, a obra será lançada em quatro volumes. O projeto visa um lançamento na abertura de uma exposição em data e local a serem definidos tão logo as restrições sejam abreviadas. 
    A partir da próxima semana o leitor do Diário de Caratinga poderá acompanhar a série dos 120 desenhos e os textos dos participantes que farão parte das obras.

Diário de Caratinga / edição de 18 de outubro de 2020


Lista dos 120 participantes: Afrânio Vieira Coimbra Neto / Águida Pereira Almeida / Alberto Bodan / Aldo Lugão /Alim Rocha / Amanda Quintão /Américo Galvão / Ana Maria dos Anjos / Ana Paula Sá / Anderson Fábio Nogueira Alves / André José Penna /Andreise Abreu /Antônio Soares Castor / Anya Lúcia Leitão Kruger /Arlete Campos / Arnaldo Melo / Beatriz Mussi Grigorevski / César Augusto Tavares / César Augusto Torres / Charles Faria / Cinthya Calili / Claudete Coutinho /Clausiano Peixoto / Cristina Fior d´Alba Laghi / Cristina Lugão Porcaro / Daniel Dornelas / Davidson Fortunato / Dênis Gutemberg / Diego Oliveira / Dimas Sousa /Dora Bomfim / Dora Frois / Duílho Laviola / Edson Horta Alves / Eliete Pereira / Eliza L. C. Ávila / Elvira Soares / Elzi Russo Amorim / Eneide Caetano / Eugênio Maria Gomes / Flávio Chaves / Gabriel Freitas Júnior / Geraldo Magela da Silva Araújo / Geraldo Neves dos Reis /Geraldo Rodrigues de Carvalho / Gilson do Val Andrade / Giuliane Quintino Teixeira / Glauco Gomes de Arantes/ Gleidson Forte / Harlem Santiago Tristão / Helson Jorge / Henrique Arreguy Hachmann D’Agostini / Hérisder Matias /Humberto Luiz Salustiano Costa / Humberto Luiz Salustiano Costa Júnior / Ícaro Freitas /Jair Duarte Pêgo /Joana D’arc Rodrigues /João Paulo da Silveira Ramos /Johanny Claudy /Joaquim Araújo Ramos / José Aylton de Mattos / José Carlos de Souza / José Geraldo Batista / José Maria Carvalho / Josiane Sodré / Julimara de Cássia Ferreira Pessine / Júnior Martins / Leninha Lima Alves / Ligia Maria dos Reis Mattos / Lucas Ribeiro Moreira /Luciana Carli / Luiz Fernando Rocha Pena / Lurdinha do Val / Luzimar Nunes / Márcia Roseira Bichara / Magalice Assis / Marco Antônio Marcelino dos Reis / Marcos Leonardo Condé / Margareth Maciel /Maria do Carmo Arreguy / Maria Emília Ribeiro / Maria Helena de Assis Costa /Marilene Godinho / Marina Jacob / Marlise Silveira / Maysa Salgado de Faria /Miguel Ângelo Nunes Bonifácio / Moacir Ramos Nogueira / Natália Rocha / Noé Neto / Nohemy Peixoto / Paulo César Campos / Paulo Celeste Júnior / Pedro Batista / Pedro Vieira e Cleusa Maria / Rafael Lima / Regina Márcia / Rejane Nascimento / Renato Gomes da Silva / Ridley Vasconcelos / Rita de Cássia Barbosa / Rita de Cássia Rodrigues / Rodrigo Manova / Rogério Silva / Rudi Augusto Kruger / Samuel Cevidanes / Sandra Rodrigues / Sebastião Geraldo de Araújo / Sebastian Lúcio / Sílvio Henrique Pagy / Simone Aparecida de Souza Capperuci / Simone Costa / Síntia do Carmo / Stela Oliveira / Thiago Caldeira / Tyrone Quintela Júnior / Verônica Moreira /Vinícius Felício / Wagner Martins

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Livro "Salão Internacional de Humor de Caratinga - 15 anos", é Indicado ao 32º Troféu HQMIX / 2019


 

Livro comemorativo dos 15 anos do Salão Internacional de Humor de Caratinga, foi indicado entre os melhores de 2019 na categoria "Livro Teórico" e concorre ao prêmio do 32º Troféu HQMIX, cuja escultura deste ano, mais uma vez feita pelo artista Wilson Iguti, tem como personagem homenageda a "Radical Chic" de autoria do cartunista Miguel Paiva.

Meus Trabalhos Selecionados no 47º Salão Internacional de Humor de Piracicaba / 2020

Dois desenhos selecionados: Charge Livre e Cartum Tema Saúde 


 

Meus Personagens Esportivos da Turma do "CHULÉ e os da Turma do “SONIN” no “TIRAS MEMORY” / 2020

O blog "Tiras Memory" é editado pelo cartunista Luigi Rocco, 
é dedicado à recuperação histórica das tiras do Brasil


Os meus personagens Chulé, Carrapicho, Eubelo e os Cartolas Vivaldino e 
Incompetildo publicados na imprensa brasiliense na década de 80


                                                 Meus personagens infantis da turma do Sonin: 

                                                      Diririm, Espiga, Sapeca, Bujão, Tutinha e Fafinha.

Trabalho Selecionado no 42º Prêmio Jornalístico "Wladimir Herzog" de Anistia e Direitos Humanos / 2020


 

sábado, 19 de setembro de 2020

Cartunista Edra e os "Seus Rabiscos Confinados" / 2020


 

    Diante das inquietações, ansiedades, limitações e as inseguranças causadas com o ataque avassalador da Covid-19, o cartunista Edra, tomado por essa comoção, logo no início do isolamento social, do nada, pegou uma caneta esferográfica e começou a rabiscar nas folhas em branco que estavam ao seu alcance. De forma despretensiosa, sem esboço, sem a mínima idéia do que iria sair naqueles desenhos de traços rápidos e intuitivos. Até agora totalizam mais de 300 desenhos com uma diversidades de estilos e de características que até então ele nunca havia praticado. Nada ligado aos cartuns, charges e quadrinhos, no exercício de 40 anos na profissão de cartunista, completados em janeiro deste ano.
    “É a força da arte em nossas vidas. Foi uma forma de preencher o vazio, servindo de válvulas de escape, amenizando a minha tensão. Para mim foi uma grande surpresa. Cada figura abre um leque de interpretações que, ao mesmo tempo, levam a reflexões, manifestam emoções coletivas e os mais variados sentimentos: AGONIA, SAUDADES, SOFRIMENTO, ESPERANÇA, PAVOR, MEDO, FÉ, DETERMINAÇÃO, ANGUSTIA, SUAVIDADE, RANCOR, ALEGRIA, EROTISMO, FRAGILIDADE, FORÇA... São traços que vieram da alma e ilustram um momento muito triste na história da humanidade e que está atingindo o nosso planeta”, nos revela o artista. 
    O resultado desta nova experiência na vida do Edra, serão a realização de uma exposição e publicação de um livro com parte dos seus rabiscos. Além das mais de 100 imagens que irão compor o livro, a edição terá participação de amigos do autor, escritores, poetas, amantes das letras, profissionais dos mais variados segmentos, com mensagens através de poemas, versos, poesias, frases, depoimentos, expressando as suas opiniões e ou descrevendo as suas experiências pessoais diante desta pandemia.









Diário de Caratinga / 20 de setembro de 2020

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Entrevista Sobre os Meus “Rabiscos Confinados” no Programa “Achamos em Minas” Pela TV Record Minas / 2020


Entrevista falando sobre os meus “Rabiscos Confinados” no Programa “Achamos em Minas” / TV Record Minas, apresentado pela jornalista Luciana Katahira. Participaram também da reportagem, os artistas Alisson (Varginha) e Erich Mathias (São Lourenço).

Matéria em Vídeo, Relembra Minhas Charges Sobre as Fogueiras dos Tempos do Prefeito Dr. Fabinho



Minhas charges sobre as fogueiras na gestão do Dr. Fabinho, antigo Prefeito de Caratinga, mencionadas no vídeo do Professor e Escritor Walber Gonçalves de Souza

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Quase 3 Mil Charges. Edra e Sua Contribuição Como Chargista no Diário de Caratinga / 2020



CARATINGA- Quase três mil charges e livros reunindo anos de parceria com o Diário de Caratinga. O cartunista Edra tem uma história de sucesso com este impresso, que ele conta nesta entrevista. Ele também fala a respeito da repercussão de seu trabalho na cidade, além de traçar um paralelo da vida do chargista hoje se comparado 25 anos atrás. 

Seu primeiro contato com o jornal foi em 96. Como se deu isso? 
A princípio, quando foi lançado o jornal em Caratinga, pra mim, que milito na área há bastante tempo, inclusive, já tinha morado em Brasília trabalhando, foi lá que comecei minha carreira de jornalista e cartunista; foi uma coisa muito impactante. Como caratinguense, achei super interessante a cidade ter um jornal diário, inclusive, passava a ser para todos nós, muito mais para quem estava dirigindo o jornal, um desafio muito grande. Já se passaram 25 anos, era uma cidade que pensávamos como ia garimpar notícias diárias, até então estávamos acostumados com um ou outro jornal. Fui entrevistado algumas vezes, com alguns trabalhos que fiz em Caratinga, até mesmo na ocasião me lembro direitinho, o Campeonato de Futebol de Mesa, que estava realizando na época. E, passado o tempo, o pessoal teve o contato comigo sobre a possibilidade de fazer uma charge para o jornal. Não vou negar também o que passava pela cabeça, era uma forma de eu me exercitar, manter na ativa como chargista. Então, eu estava fazendo charge para fora em nível nacional, mas, na verdade foi até minha contrapartida que eu fizesse charge a respeito de Caratinga, justamente porque seria um desafio mais interessante, eu morando aqui e fazendo charges locais. Não só um desafio, mas uma forma destemida também, porque convivemos no interior, não é igual nos grandes jornais, que critico um presidente ou governador, ele nem sabe quem é você, praticamente. Aqui estou encontrando cada um na esquina, os elementos todos que formam uma charge fazendo parte do meu cotidiano. Mas, achei que aquilo ali era uma forma de através da minha arte, do meu humor, contribuir para acontecimentos da minha cidade. Isso ia agregar bastante ao jornal, aquele papel importante que estava desempenhando, vi ali um canal para isso, tentar contribuir. Comecei e passei um ano fazendo a charge, inclusive, depois lancei um livro da coletânea dessa charge. Foi um resultado muito positivo, muita boa repercussão, o livro ‘Bagunçaram meu coreto’, justamente no aniversário do segundo ano do Diário. E como foi o retorno ao jornal anos depois? Eu estava começando a implantar uma gráfica em Caratinga, que foi ganhando mais corpo e tomando mais o meu tempo, tive que me dedicar mais. A gráfica era um sonho profissional da minha vida, mas a arte nunca te abandona. Parei por um período, mas, aconteceu a tragédia das enchentes em Caratinga em 2003 e eu senti muito uma necessidade realmente de extravasar aquela situação. No dia mesmo do episódio, quando passou aquele momento da correnteza, da chuva, que foi uma coisa bastante dramática; eu sentado à mesa antes de almoçar, abalado com a situação, aquela comoção total da cidade, comecei a pegar a folha e já fazer charge. Uma maneira de desabafar, externar uma situação não só minha, mas, coletiva. Fiz umas 30 charges e levei para o jornal. Foi publicada uma página inteira no Diário com uma chamada grande na capa. Aquilo deu repercussão, em todos os sentidos, havia uma simbiose do sentimento coletivo com o que passei no jornal, até também, eventualmente, algumas críticas, porque na verdade não teve o feedback como hoje tem na internet. Uns falavam: ‘Muito fácil brincar com a tragédia dos outros’, mas, a charge é isso, em cima de fatos não agradáveis mesmo: corrupção, desemprego, violência. E uma enchente que se abateu na cidade também não ia ser diferente, inclusive, eu era uma das vítimas, minha gráfica foi totalmente invadida pela água, tanto é que veio a segunda enchente, eu já brincava com meus amigos que minha gráfica acabou com a operação prestobarba, primeiro foi tchum, a segunda foi tcham (risos). Mas, com o sucesso da página, me convidaram a voltar. E voltei a fazer as charges, o jornal já em cores, outro avanço e a charge também na capa. Foi uma parceria muito grande, é uma empresa que nutro bastante carinho e, modestamente, e humildemente, desenhei meu nome da história do jornal, pois, depois foram 10 anos de charge na capa. Foram assuntos mais diversos e mais instigantes, sempre pautando pelo noticiário de Caratinga. Quando foram os 10 anos, resolvi comemorar essa data, voltei a falar com a Vera sobre esse projeto, ela me deu apoio publicando um suplemento, um encarte especial dos 10 anos, dali os patrocinadores ajudaram a fechar o valor dos livros, que foram cinco: ‘Pode ser a gota d’água’ (2003-2004), ‘Aconteceu, agora é charge’ (2005-2006), ‘Humor nosso de cada dia’ (2007-2008), ‘O bobo da corte’ (2009-2010) e ‘Quem paga o pato?’ (2011-2012). Dentro do universo que acompanho, nunca vi ninguém lançar cinco livros simultaneamente, foi um desafio muito grande, não só do montante do trabalho, mas, a difusão dele. Foi sucesso, mas, depois fiz um corpo a corpo, saí com esses livros nas ruas de Caratinga e vendi para bastante gente aqui na cidade. Foi uma forma de comemorar e criando um elo bem grande. Depois desse ano de 2010 também dei uma outra parada, porque eu vi que eu tinha que trabalhar mais na minha questão profissional, participar de eventos, viajando. Foi quando que abastecendo o carro, o Alcides e a Vera apareceram lá também, perguntando porque eu não voltava a fazer charges no jornal, dizendo que os leitores sempre comentam muito e o próprio editor, que é o José Horta, também reforçou esse convite. Achei interessante, voltei e fiz mais um ano, em 2016. Já não peguei o tema da cidade, voltei a pegar os temas nacionais e internacionais, porque eu já estava fazendo esse trabalho para fora, foi quando pintou exatamente aquela fase da Lava Jato, que culminou com as denúncias, até convergir no impeachment da Dilma, que é o meu livro ‘Pintou sujeira no País da Lava Jato’. E também além da charge, sempre fiz colunas de humor, entretenimento, cultural, lazer. Fiz as colunas Huai, Em Cartaz, Fim de Semana. Inclusive fui destaque como colunista no jornal. E escrevo, eventualmente, uma coluna ou outra, um assunto cultural. Também nesses anos foram quase três mil charges, realmente é uma história dentro do Diário de Caratinga e na história da imprensa da cidade. 

Nesse período, qual charge mais te marcou?
Interessante, não paramos para pensar nisso. Foram várias charges, é difícil. Mas, teve um período que, por coincidência eu estava passando pela prefeitura, vi aquela galeria das fotos dos prefeitos. Me veio à mente uma charge que fiz durante o governo do João Bosco. Fiz a galeria, foi até capa do meu livro, vinha a sequência dos mandatos, um prefeito e outro. Quando chegou no João Bosco, coloquei João Bosco e Aluísio Palhares, intercalando, porque o João Bosco foi afastado pela Justiça à época, depois voltava de novo, saía, entrava Aluísio que ficava dois, três dias e voltava o João Bosco. Aquilo ali realmente foi uma coisa trágica cômica, a pessoa chegava na recepção: ‘Quem que é o prefeito?’. Teve um período que a cidade ficou dois, três dias sem prefeito, porque o Aluísio não queria mais assumir porque estava chegando data de eleição, se ele assumisse não poderia candidatar (risos). Foi uma charge que deu muita repercussão, mas tem muitas outras. Sem contar as de futebol, entre Cruzeiro e Atlético, que sempre deram uma repercussão muito grande. 

Qual paralelo você traça de fazer charge naquela época e nos dias de hoje? 
Poxa a vida! Hoje em dia está complicado. Sinto que a humanidade, o mundo, está em retrocesso, essa que é a verdade. Existe também uma polarização muito extrema, que cria uma animosidade, impaciência, intolerância muito grande, de ambas as partes. Se acentuou demais questão de direita e esquerda, da qual as duas partes, de uma forma muito cega, acham que estão certas, que estão fazendo a escolha melhor e que a outra é sempre burra. Não é assim que se resolve as coisas, tem que haver diálogo e discernimento. E, justamente, talvez isso, não está havendo discernimento, fazer uma charge agora se arruma uma gama de inimizades incríveis. Tinha aquele ditado que se falava espanhol, mas vou falar em português mesmo, ‘se é governo, eu sou contra’. Não existe charge a favor. Mas, hoje existe uma briga mesmo, não tem nem outra palavra, entre os próprios cartunistas, porque, antes se fazia uma charge e ela estava quase que 100% de comunhão com as pessoas, afinal de contas quem está no governo é onde depositamos a esperança, as resoluções das situações do nosso município, Estado e País. E a cobrança é em cima deles, eles se candidataram, fizeram a proposta de fazer um trabalho e nós, como cidadãos, temos que cobrar, reivindicar. Mas, hoje em dia é briga mesmo, com isso, se acentuou também as prioridades da própria direção do jornal, cada um também optou por uma linha, que se havia uma diferença tênue passou a ser mais definida. Já não dava para ficar mais meio no banho-maria, em cima do muro. O chargista e a própria charge se tornam um empecilho. Com isso, os jornais estão perdendo um grande diferencial da charge, está sendo extinta, praticamente o número de chargistas trabalhando para jornal impresso está só reduzindo drasticamente. O veículo passou a ser agora a internet. Nessa questão, é uma coisa que lamento muito, digo não só como chargista, mas como próprio leitor, porque tem um velho ditado que uma imagem vale mais que mil palavras; a charge era um alicerce muito forte; com os ideais do leitor, a ideia editorial do jornal, muito bacana e o desenho tem um atrativo muito grande, de fácil assimilação, se passa ‘n’ mensagens, a abrangência é bem maior. A charge tem um poder de síntese muito grande. Não sei se esse caminho agora vai ter volta, mas, se não continua vai ficar assim, aconteceu um dia, a charge e o jornal.

Quais são suas considerações finais? 
Parabenizo e externo minha admiração pela empresa de modo geral, sempre me dei muito bem com todos que ao longo desses anos vêm trabalhando lá, todos os editores, um trabalho muito bacana comigo. Inclusive, aproveitar até a oportunidade e parabenizar que durante esse tempo todo que trabalhei no jornal não tive nenhuma censura do meu trabalho, tive total independência, fazia em casa e mandava pelo e-mail. Isso é coisa de realmente aplaudir, é claro que toda empresa tem uma preferência politicamente por um lado, mas nunca foi falado nada comigo. Houve muito respeito com meu trabalho. Tenho prazer e orgulho em ter participado durante esse período que fiz com o Diário. Continuo sendo parceiro, eventualmente agora ilustrando uma coluna do doutor Eugênio, semanal, sempre uma coisa outra e me coloco sempre à disposição de patentear essa minha ligação com o jornal. Parabenizar também esse trabalho muito dinâmico. Demonstrou a que veio, estão aí os 25 anos para provar isso e mudou de forma muito sensível a possibilidade de chegar as informações para toda nossa região. Está rico em informações e com credibilidade. Quero parabenizar desde a direção até o mais simples funcionário, cada um com sua importância nesse processo. Estou muito feliz em dar meu depoimento e minha singela participação nesse momento.

Página de charges na enchente de 2003
marcou retorno de Edra ao Diário

Suplemento infantil também sucesso nas páginas do DIÁRIO

Edra com o jornalista Carlos Alberto Fontainha, durante lançamento 
do livro “Bagunçaram meu coreto”, em 1997 (Foto: Arquivo)


Cinco livros em comemoração aos 10 anos de charges
publicadas no Diário de Caratinga

Edra escolhe charge da galeria dos prefeitos
como uma das mais marcantes em sua carreira

Entrevista: a História do Cartunista Edra Com o Diário de Caratinga nos Seus 25 Anos de Circulação / 2020

Entrevista sobre a minha história com o Diário de Caratinga

Diário de Caratinga / 24 de junho de 2020
Edição de 25 Anos e dos 172 Anos de Caratinga

domingo, 3 de maio de 2020

Participação no 1º Festanejo. Exposição de Humor Gráfico Sobre Cantores e Músicas Sertaneja / 2020

"Paradão Sertanejo / Cada Um no Seu Quadrado"
Minha HQ / Tirinhas abordando o tema da exposição


Comemorando o Dia do Sertanejo – 03 de Maio. 
 São mais de 180 cartuns de desenhistas de todo o Brasil homenageando a música mais ouvida no país.
 A importância desse feito é que nossos cartunistas mostram o poder de suas artes invadindo o mundão sertanejo com bom humor em suas troças e traços. Faltava essa e Exposição sobre o mundo Sertanejo.
 O projeto começou com a montagem da exposição “Inezita Minha Viola” no Memorial da América Latina em São Paulo com grande sucesso.
 O Festanejo do Humor seria montado também fisicamente no Memorial da América Latina, mas devido a quarentena pelo coronavírus foi montado virtualmente.
 Essa exposição tem o apoio da ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil que estimula os desenhistas a contarem a nossa história em vários temas.

1º Festanejo / Concurso de Humor Gráfico - Tema "Sertanejo"